este dia 3 de junho vai acontecer no CASARTI - centro cultural casa do artista independente - O primeiro Fórum de políticas Públicas cujo tema será cultura na zona norte.
É com muito bom gosto que nós do Linhas de Fuga apoiamos e divulgamos esta idéia.
o CASARTI situa-se na Rua ponta porã - 15 - sobrado - vista alegre - Rio de janeiro RJ
1° Fórum Suburbano de Políticas Públicas
| author: Rodrigo BertameSomos Tão Jovens, biografia de Renato Russo, ganha nova data de estreia
| author: Cara pintada
Filme será lançado no dia 11 de outubro.
Antes prevista para chegar às telas brasileiras no dia 20 de julho, a cinebiografia do cantor Renato Russoganhou nova data de estreia. “Somos Tão Jovens” será lançado em circuito comercial no dia 11 de outubro, data de falecimento do vocalista da banda Legião Urbana. O longa, da produtora Canto Claro, será distribuído pela Fox e pela Imagem Filmes. Dirigida pelo veterano cineasta paulista Antonio Carlos da Fontoura (“Copacabana Me Engana”), a produção é estrelada pelo ator Thiago Mendonça, que já havia interpretado outro cantor famoso, o sertanejo Luciano, em “2 Filhos De Francisco” (2005).
O filme acompanhará a trajetória de Renato Manfredini Jr., que se tornou um dos ícones do rock brasileiro nos anos 1980 ao liderar a banda Legião Urbana. Conhecido como Renato Russo, ele modificou de forma definitiva o cenário cultural de Brasília e foi responsável por clássicos da música brasileira, como “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo”, entre tantos outros. O cantor faleceu em 1996, em decorrência do vírus da AIDS. O longa deve abordar o período entre 1976 e 1982, quando Renato, ainda adolescente, entrou para o cenário musical com a banda Aborto Elétrico.
Além de Mendonça, atores como Sandra Corveloni (“Linha de Passe”), Laila Zaid (da série “As Brasileiras”), Bianca Comparato (“Como Esquecer”) e Bruno Torres (“Sal de Prata”) integram o elenco. O roteiro é assinado por Marcos Bernstein (“Central do Brasil”). O filme teve orçamento de cerca de R$ 650 mil, com cenas de estúdio gravadas no Polo Cinematográfico de Paulínia, além de externas na cidade de Brasília, durante quatro meses no ano passado.
Arquitetura Nomade Urbanismo Estático
| author: Rodrigo Bertame
Algo que li esta semana que se passou me obrigou
a deixar aqui algumas ponderações sobre o que está sendo pensado para o futuro
de nossa cidade Maravilhosa - assim segue minha resposta ao texto arquitetura nomade assinado pelo prefeito Eduardo Paes e Washington Fajardo(que segue em itálico)
Há uma proteína no DNA no Rio de Janeiro que é muito rara: ousadia. É só olhar para a cidade, que nos últimos tempos se transformou em um canteiro de obras. É preciso ter paciência, é verdade. Mas o término do conjunto de intervenções que a prefeitura está promovendo vai reposicionar a Cidade Maravilhosa no século XXI. Estamos paulatinamente corrigindo a assimetria da qualidade dos serviços públicos: mobilidade, saneamento, equipamentos de saúde e educação, revitalização de espaços públicos. Estamos criando uma nova rede, mais bem distribuída e com maior coesão e eficiência. É o fim da cidade partida.
Tenho um certo medo destes discursos políticos
que misturam questões biológicas com quetões políticas, assim nasceram os
programas sanitaristas cujo maior impacto que promoveu na cidade foi justamente
deixá-la mais partida, também por estes pensamentos de mistura entre biologia e
política os nazistas se alimentaram em sua luta utópica pelo povo puro . Porém o que quero trazer sobre este primeiro
parágrafo é um questionamento: O
parágrafo deixa claro que a meta do governo é alcançar o fim da cidade partida,
porém ao analisarmos as obras sob as quais estamos vivendo é possível enxergarmos a busca da
unidade carioca? Metrôs lineares, remoções de pobreza para periferias da cidade
e especulações imobiliárias estratégicas seriam ferramentas capazes de produzir
uma cidade mais justa, com riquezas e trabalhos mais bem distribuídos?
Não considero o canteiro de obras o maior dos problemas, mas sim as
características e impactos que tais obras trarão a cidade, como está sendo
decidido os rumos de tais obras, quem tem o direito a terra e quem não tem,
como são definidas as áreas mais “dignas” a merecer um determinado
empreendimento, qual instrumental de debate com a população está sendo usado
para produção de toda esta transformação; pois isto sim seriam alguns fatores
realmente preocupantes para o futuro da cidade.
Temos na memória viva da cidade, situações
complicadíssimas; conseqüência de políticas de desenvolvimento urbano vendidas
a população aparentemente como soluções progressistas e revolucionárias como as
que vemos nos dias de hoje.
Utilizando-se do discurso de progresso e do instrumento de redesenho
urbano o Rio aos poucos foi se constituindo de maneira a fortalecer aquelas
relações que visava eliminar; as da própria noção de cidade partida.
O planejamento para os Jogos Olímpicos é criterioso e segue muito bem. Ele é rigoroso, mas não é rígido - é flexível, aberto a inovações e a soluções ousadas e criativas. Está no nosso DNA, é só checar a história. A cidade do Rio já desmontou morros e com a terra fez aterros e aeroportos, construiu parques, abriu avenidas, redesenhou paisagens, edificou estátuas a 700 metros do nível do mar, uniu morros com bondes, afastou o mar e fez a maior obra paisagística do mundo: o Parque do Flamengo.
Aqui demonstra um pouco do dito anteriormente,
acho incoerente falar com orgulho de questões ambientais absurdas como o
desmonte do morro do Castelo, um caso ímpar no mundo, o Rio de Janeiro pôs
abaixo um de seus marcos fundamentais em pró de um determinado progresso, não
nego a beleza e importância do Parque do Flamengo, ou do aeroporto Santos
Dumont ou outras grandes obras, porém devemos lembrar que outras soluções são
possíveis sempre, outros traçados, outras formas de organizar a cidade. Claro
que é dificílimo comparar toda uma forma de vida que nos acostumamos a levar
dentro do mundo construído no qual vivemos com um mundo que só temos em
projetos e pensamentos, isto serve também para o que está sendo proposto pela
prefeitura hoje, as gerações futuras não sentirão o impacto que nós sentiremos
com tais mudanças na cidade, o que nos assusta porém é a ausência do debate
sobre as outras soluções possíveis.
Concordo com o fato de estarmos vivendo um momento
único na cidade, um volume assombroso de dinheiro sendo lançado no Rio de
Janeiro, principalmente devido os
mega-eventos, e o que deveria ser o momento correto de repensar a cidade como
um todo de forma participativa, tem se tornado o momento das decisões
arbitrárias, como passar por cima do IPHAN no caso do Maracanã traçar as BRT
sem consulta popular nos bairros por onde ela passará, aumentar o volume de
habitação sem modificar a infra-estrutura dos bairros que a recebem, transformar os bairros mais distantes em bolsões de pobreza.
O resultado primeiro que vemos é uma cidade mais
centralizada e mais condenada a manter-se partida, tendo todos os seus
investimentos concentrados em uma só área que se apresentará como o cartão
postal do Rio do século XXI.
Os projetos para as Olimpíadas começam a se desenhar com base na premissa fundamental de construção de um legado. Os Jogos devem e vão servir à cidade. E queremos elevar essa capacidade olímpica de transformação à máxima potência. O que estamos propondo em termos de legado é um conceito totalmente novo, que acreditamos ser revolucionário, e cria um novo paradigma para a própria mecânica de produção das Olimpíadas - é a Arquitetura Nômade. Inteligência carioca pura.Qual o sentido de edificar um prédio para ser usado por, no máximo, 30 dias? Ou de construir um espaço esportivo com número máximo de assentos necessários para o período de pico de lotação que, passado esse período, não conseguirá manter nem metade do público? Ou ainda projetar uma estrutura totalmente desconectada do perfil do bairro? Tamanho e localização são dois vetores fundamentais nesse processo.Um aspecto decisivo para a vitória da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 foi a de já ter uma quantidade de equipamentos esportivos. Alguns deles são urbanisticamente regeneradores, como o Engenhão; outros são importantes, mas trazem em si baixa contribuição urbana, como o Parque Aquático Maria Lenk. E se fosse possível fazer com que os prédios andassem, mudassem de formato ou de lugar? Então o velódromo do Parque Olímpico, na Barra, poderia se transformar em um Ginásio Experimental Carioca, em Anchieta. O complexo de tênis poderia virar uma biblioteca na Maré. A arena de lutas poderia se transmutar em um teatro na Região Portuária.Isso é exatamente o que estamos propondo e queremos fazer. A cidade vai investir em novos prédios para eventual uso esportivo que, passada a utilidade olímpica, vão se reposicionar na cidade e ter sua finalidade convertida em algo que agregue valor e seja realmente útil ao dia a dia e à vida do carioca.
A idéia da multi-funcionalidade da edificação é
interessante, conversão dos equipamentos olímpicos em outros tipos de
equipamentos também é muito interessante, porém não a consideraria
revolucionária. Não consegui ao certo compreender se é por um pensamento superficial ou por uma lógica inteligentíssima de persuasão dos leitores do artigo que o autor sutilmente separa a arquitetura do urbanismo, como se fosse possível separar o projeto e empreendimento arquitetônico de suas relações de diálogo com a cidade, como se fosse simples desmembrar o edifício dos traçados e lógicas urbanas que o conectam. Assim, o principal que é a
reestruturação urbana da cidade para que estes equipamentos se adequem não é pensado no início, exemplo:
-Se eu proponho que um complexo de tênis se torne
uma biblioteca na Maré, e pretendo com isso ser revolucionário, não proporia o
complexo de tênis na barra da tijuca e depois dos jogos o desmontaria e
remontaria em algum lugar da Maré, se quisesse ser revlucionário proporia a
inserção do mesmo no Complexo da Maré, direcionando para isso o volume de
investimento em infra-estrutura e reformulação urbana necessária para que a
Maré esteja incluída na cidade de forma tal que permitisse a nós mostrá-la ao
mundo como parte do Rio de Janeiro. Se
passarmos hoje pela Maré o que vemos é o total isolamento do complexo (que em
sua maioria não é favela, mas sim programas habitacionais governamentais ) do
contexto da cidade, que para esta olimpíada ganhou uma roupagem nova (placas
que tampam sua visibilidade pelos passantes das linahs vermelha e amarela).
Assim penso, que a situação apresentada como
inovadora pode ser apenas uma resposta paleativa a um problema maior que o Rio
de Janeiro poderia ter resolvido com o potencial econômico que vem junto com os
mega-eventos, que é a questão de sua integração urbana, o que tem-se visto como proposta é um inchaço
no centro urbano de equipamentos e serviços por um lado, e por outro um inchaço
de habitação nos subúrbios produzido pela hiper especulação imobiliária que
estamos vivendo, sem mudança real da infra-estrutura local. Gera-se assim dois
territórios com hegemonia monofuncional, um centro nervoso financeiro e bairros
dormitórios, nada que já não povoe nossa história a muitas décadas.
Na década de 30, Le Courbusier já falava em novos modos de construir. Há tecnologia para isso no mercado atual da engenharia civil. O mundo vive um novo limiar para a arquitetura com processos de pré-fabricação digital cada vez mais eficientes e de baixo custo. Não é simplesmente desfazer uma estrutura temporária ao final da competição. Vai muito além. Hoje, é possível desmontar prédios e reerguê-los com novas funções em outros lugares, onde façam mais sentido, em um tempo razoável e com custo otimizado. É possível, e necessário, trabalhar com os conceitos da reutilização de materiais, em projetos de menor impacto ambiental. Modernidade, sustentabilidade e novas tecnologias. Esta que estou chamando de Arquitetura Nômade busca conexões mais sinérgicas com o futuro e com as verdadeiras demandas das comunidades.
Construir de uma só vez é econômico, moderno e
sustentável, economizaria a verba pública que será utilizada para a construção – desmonte – reconstrução proposta (proposta esta que só tende a agradar empreiteiras
que teriam mais trabalho a realizar e mais licitações a ganhar para uma mesma obra) , o impacto ambiental seria estudado
apenas uma vez, isto é a reformulação urbana séria, coerente e racional, do tipo
façamos bem-feito o que tem de ser feito, isso sim seria pensar a cidade no seu
todo e não apenas no momento jogos olímpicos e direcionados para tal, pensar o que fazer
para revitalizar as franjas da avenida Brasil pensar em o que fazer para gerar
outras centralidades de ofertas de emprego principalmente para as áreas da zona
oeste que hoje estão vendo um adensamento populacional dos mais pobres devido
as remoções (a verdadeira arquitetura nômade do rio de janeiro) e ao
direcionamento do Minha Casa Minha Vida para faixa de renda de 0 a 3 salários
mínimos ser em peso para lá.
Um projeto belo, um projeto tecnológico um
projeto inovador não precisa fugir destas questões, a propósito, um projeto
realmente inovador para Rio de Janeiro seria justamente um que abraçasse estas
questões, pois abrir vias no centro,
expulsar pobres para a periferia e especular as áreas nobres da cidade é o que
historicamente sempre foi feito, Pereira Passos, Carlos Lacerda, Cesar
Maia, são exemplos de alguns nomes que
já fizeram isso.
A Olimpíada não trata somente de esporte e não é só para o atleta. Ela significa mais equipamentos e serviços públicos de qualidade para a população do Rio. E é justamente por sua abrangência que as Olimpíadas são tão importantes para nossa cidade e foram tão desejadas. O Rio de Janeiro é hoje o centro urbano mais provocador do mundo, e os Jogos de 2016 devem espelhar a nossa ousadia. Afinal, ousadia está no DNA do Rio.
Qualquer mudança urbana de peso como a que estamos
vendo vai modificar a forma de viver dos moradores da cidade do Rio de Janeiro,
as futuras gerações não vão sentir tanto o impacto que hoje sentimos por fazermos
parte das discussões, e será fácil para as futuras gerações preferirem tal
solução já estabelecida a outras possíveis soluções de cidade não
construídas.
Assim vamos seguindo, discutindo em bares com
nossos amigos e vizinhos se devemos derrubar ou não a perimetral, cobrir ou não o Cais do Valongo (um marco da
história do Rio de Janeiro) remover ou não moradores para o longe, se os BRTs vão realmente ser úteis ou só vão
servir para desconfigurar os bairros por onde cruzam, se tampa ou não as
favelas da vista dos gringos.
Mas se pensarmos por uma ótica darwinista social,
talvez sim, esteja no nosso DNA reconfigurar a cidade e deixar aos mais aptos
sobreviverem.
A criminalização do movimento social no RJ continua!
| author: Diego Felipe
Divulgando a triste notícia da condenação do professor do GEP e do Estado, o companheiro Filipe Proença..
Ele foi condenado por participar do ato de apoio à Ocupação Sem-teto
Guerreiros Urbanos em dezembro de 2010, que foi violentamente despejada.
Ainda podemos recorrer, mas conhecendo as limitações do judiciário é
preciso que tenhamos uma grande mobilização de apoio.
As
medidas judiciais e repressoras do Estado estão cada vez piores, na
mesma semana o advogado das ocupações André de Paula também foi
condenado a pagar uma indenização de mais de mil reais, em breve estará
valendo a "lei do terrorismo" para o Rio+20 e a Copa que proíbe qualquer
manifestação, greve com penas absurdas. O número de remoções aumenta
junto com a repressão policial, os casos não são poucos, Pinheirinhos, a
repressão no ato contra os militares,
entre muitos outros. Temos que nos organizar para prestar solidariedade a
estes companheiros e também nos preparar para o que está por vir.
Peço a todos aqueles que se solidarizam com a luta dos Movimentos
Sociais que repassem essa notícia, em breve divulgaremos reunião.
TODOS CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS!
Segue trecho da sentença que além de condenar o Filipe, pede a
investigação do grupo Guerreiros Urbanos, 30 famílias que ainda estão
sem-teto, por formação de quadrilha:
ainda em cumprimento ao art. 40 do
CPP, providenciar as cópias necessárias de documentos e das gravações contidas
nas mídias que acompanham os autos, de sorte a apurar possível existência de
organização criminosa responsável pela invasão de prédios públicos ao longo dos
anos. Aparentemente a organização denomina-se ¿guerreiros urbanos¿ e,
provavelmente, foi a responsável pela confecção dos vídeos contidos na mídia
que instruiu a denúncia.
http://www.youtube.com/ watch?v=LYgA36s-iiQ
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